Algumas pessoas acham que não dá para se divertir preparando o casamento. Que é só gasto, preocupação, problema. Claro que tem isso tudo também, mas que graça teria fazer uma festa se os preparativos fossem só isso? Eu estou achando uma delícia preparar o casamento, ser noiva. É claro que eu fico angustiada, preocupada com gastos e, às vezes, bate um desânimo. Mas isso acontece com tudo na vida, em algum momento: com o trabalho que você ama, com a sua família, na sua relação.
Ao pensar em escrever esse post, lembrei de algumas coisas que já passei com o Gui durante os preparativos. Tem histórias deliciosas, como a tarde que saímos para escolher as nossas alianças. Não compramos naquele dia, mas o passeio, que ainda incluiu um cineminha e um almoço delicioso, foi especial. Tiveram outros momentos inesquecíveis, como o dia que fomos juntos ao Leblon (amamos o Leblon!) para comprarmos os copos que eu queria para a nossa casa. Fiquei com medo de acabar o modelo antes do casamento e cismei que tinha que ser aqueles. O Gui não só me levou na loja, como ficou olhando tudo comigo e “escolhendo” algumas coisas que gostaria de ganhar para a nossa casinha. Fofo todo vida.
E tiveram situações mais divertidas. Certo dia combinamos de visitar um fornecedor perto do meu trabalho na hora do almoço. Estava um calorão de 40 graus no Rio (e uma sensação térmica de 60 graus). O Gui me pegou na porta do trabalho e, apesar de ser perto, por conta do calor, resolvemos pegar um ônibus. E como tínhamos pouco tempo, nem esperamos um com ar condicionado. O primeiro que passou, entramos. A Avenida Rio Branco estava engarrafada, o calor estava sufocante e, para completar, o motorista do ônibus era muito lento. O suor começou a se manifestar pelo meu corpo, eu só pensava que não daria tempo de resolver nada e que ainda chegaria atrasada no trabalho. Aí o motorista resolve parar em um ponto e ficar conversando com o fiscal. Pra que, né? Eu nos meus impulsos, ansiosa, gritei: “ÔÔÔÔÔÔ motorista, vamu embora pô!”. Silêncio no ônibus. E o Gui fez a maior cara de ponto de interrogação que eu já vi alguém fazer. A minha sensação foi que ele queria entrar em um buraco. Momento vergonha alheia total. Eu fiquei roxa, vermelha, rosa, sei lá que cor. Não precisava ter gritado, eu sei. Mas é difícil também entender a cabeça de uma noiva. Gritei, pronto. A coisa boa disso? O motorista não disse nada e obedeceu. Engatou a primeira marcha e foi em frente. Até passou a andar mais rápido! Resultado? Conseguimos chegar no fornecedor, deu tempo de tudo e eu ainda usei a desculpa do horário para voltar de taxi (com ar condicionado, claro!).
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